{"id":74349,"date":"2022-11-24T16:15:06","date_gmt":"2022-11-24T16:15:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/blog\/"},"modified":"2023-05-05T01:19:31","modified_gmt":"2023-05-05T01:19:31","slug":"5-metodos-de-gestao-da-osteoartrose-da-anca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/blog\/5-metodos-de-gestao-da-osteoartrose-da-anca\/","title":{"rendered":"5 M\u00e9todos de Gest\u00e3o da Osteoartrose da Anca"},"content":{"rendered":"<p class=\"text\">\u00c9 altura de trazer a osteoartrose da anca para a ribalta. \u00c9 um facto que a maior parte da literatura cient\u00edfica, at\u00e9 \u00e0 data, tem estado focada na osteoartrose do joelho, ou em quem sofra de OA da anca e do joelho. Consequentemente, os resultados destes estudos t\u00eam, na maioria das vezes, sido generalizados aos que sofrem de osteoartrose da anca. (1)<\/p>\n<p class=\"text\">O objetivo deste blogue \u00e9 informar os leitores que a Physio Network, atrav\u00e9s das suas revis\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o mensais, tem tentado trazer a OA da anca para a vanguarda, de forma a ser gerida eficazmente. As OA da anca e do joelho s\u00e3o respons\u00e1veis por uma enorme sobrecarga econ\u00f3mica para a sociedade, de acordo com o estudo Global Burden of Disease. (2)<\/p>\n<p class=\"aligncentre\"><a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/iStock-172439238-scaled-e1665420598617.jpg\" class=\"js-single-image-lightbox\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/iStock-172439238-scaled-e1665420598617.jpg\" alt=\"image\"><\/a><\/p>\n<p class=\"text\">Aqui est\u00e3o 5 dicas que certamente ir\u00e3o ajudar:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>1. Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s diferen\u00e7as subtis<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">Em 2019, estimou-se que 3,20 milh\u00f5es de australianos tinham osteoartrose, sendo o aumento da preval\u00eancia de OA da anca (+171%) superior ao do joelho (+126%) e da m\u00e3o (+110%) de 1990-2019, sugerindo que o OA da anca n\u00e3o est\u00e1 a ser gerida de forma eficaz (3).<\/p>\n<p class=\"text\">H\u00e1 alguma diferen\u00e7a entre a OA da anca e do joelho? Possivelmente.<\/p>\n<p class=\"text\">Uma revis\u00e3o, na <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/\">Revis\u00f5es de Pesquisa da Physio Network<\/a>, tem como objetivo destacar as diferen\u00e7as entre a OA da anca e do joelho no que diz respeito \u00e0 preval\u00eancia, progn\u00f3stico, epigen\u00e9tica, fisiopatologia, fatores anat\u00f3micos e biomec\u00e2nicos, apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, dor, recomenda\u00e7\u00f5es de pr\u00e1tica cl\u00ednica e diretrizes cl\u00ednicas. A revis\u00e3o descobriu que certos fatores de progn\u00f3stico como a idade, obesidade, e desalinhamento s\u00e3o fatores de risco para a OA do joelho, mas n\u00e3o para a OA da anca.<\/p>\n<p class=\"text\">Outra descoberta marcante desta revis\u00e3o foram as diferen\u00e7as potenciais nos processos inflamat\u00f3rios envolvidos na OA da anca e do joelho, que podem ser determinantes na elabora\u00e7\u00e3o do plano de interven\u00e7\u00e3o espec\u00edfico para estas articula\u00e7\u00f5es. Com uma dura\u00e7\u00e3o mais curta dos sintomas e uma amplitude de movimento limitada, a OA da anca pode ter uma apresenta\u00e7\u00e3o ligeiramente diferente da OA do joelho, informando potencialmente o sucesso dos planos de interven\u00e7\u00e3o realizados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>2. Comunicar e educar<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">Uma quantidade significativa de literatura sugere que o exerc\u00edcio f\u00edsico \u00e9 uma parte crucial do tratamento de base para pessoas com OA da anca. (4) Contudo, uma revis\u00e3o, na <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/\">Revis\u00f5es de Pesquisa da Physio Network<\/a>, sugere que as raz\u00f5es pelas quais o exerc\u00edcio parece ser ben\u00e9fico na OA da anca s\u00e3o complexas e multifatoriais. \u00c9 importante informar os benef\u00edcios do exerc\u00edcio \u00e0s pessoas com OA da anca, salientando ao mesmo tempo que apenas exerc\u00edcio n\u00e3o \u00e9 rem\u00e9dio para a osteoartrose. Discutir o conceito de gest\u00e3o de carga e modifica\u00e7\u00e3o da atividade ajuda muito a manter o paciente fisicamente ativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>3. Gerir as crises de dor<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">Uma revis\u00e3o, na <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/\">Revis\u00f5es de Pesquisa da Physio Network<\/a>, sugere que a terapia manual pode ser considerada, em complemento com o exerc\u00edcio, para a gest\u00e3o dos surtos de dor, a curto prazo. No entanto, manter a abordagem da terapia manual a longo prazo pode n\u00e3o ter qualquer utilidade adicional. Este conhecimento torna-se fundamental na comunica\u00e7\u00e3o e armamento do paciente acerca das vantagens potenciais em realizar terapia manual em conjunto com o exerc\u00edcio. A adi\u00e7\u00e3o de terapia manual n\u00e3o parece ter qualquer impacto na fun\u00e7\u00e3o em nenhum momento!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>4. Compreender os objetivos e prescrever a quantidade adequada<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">Uma revis\u00e3o, na <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/\">Revis\u00f5es de Pesquisa da Physio Network<\/a>, sublinhou a import\u00e2ncia de um treino de for\u00e7a, realizado de forma adequada, com uma intensidade que provoque fadiga ap\u00f3s 12 repeti\u00e7\u00f5es. Recomenda-se 5 exerc\u00edcios aer\u00f3bicos moderados a elevados, 5 vezes\/semana, juntamente com o fortalecimento dos principais grupos musculares, 3 vezes\/semana. O treino de for\u00e7a tamb\u00e9m mostra ser promissor para a OA da anca. Al\u00e9m disso, a revis\u00e3o afirmou que os pacientes submetidos a substitui\u00e7\u00e3o total da anca podem beneficiar de exerc\u00edcio e educa\u00e7\u00e3o ministrada pr\u00e9-operat\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"text\">Portanto, deve-se compreender os objetivos do paciente e prepar\u00e1-los em conformidade. Compreender para onde querem ir e lev\u00e1-los l\u00e1, n\u00e3o temendo o exerc\u00edcio, mas promovendo-o.<\/p>\n<p class=\"aligncentre\"><a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/iStock-964775502-scaled-e1665503712125.jpg\" class=\"js-single-image-lightbox\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/iStock-964775502-scaled-e1665503712125.jpg\" alt=\"image\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>5. Assegurar que fazem os exerc\u00edcios<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">N\u00e3o \u00e9 raro ver pacientes n\u00e3o aderirem ao seu programa de exerc\u00edcio devido \u00e0 dor, cinesiofobia, cren\u00e7as sem fundamento sobre os benef\u00edcios do exerc\u00edcio, falta de recursos e apoio social. \u00c9 o nosso trabalho, como fisioterapeutas, identificar as barreiras \u00e0 ader\u00eancia ao exerc\u00edcio. Uma revis\u00e3o, na <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/\">Revis\u00f5es de Pesquisa da Physio Network<\/a>, d\u00e1 algumas indica\u00e7\u00f5es valiosas, como a incorpora\u00e7\u00e3o de uma sess\u00e3o de refor\u00e7o para melhorar a ader\u00eancia. Al\u00e9m disso, o refor\u00e7o e feedback positivos s\u00e3o considerados abordagens de exerc\u00edcio centrada na pessoa e com uma classifica\u00e7\u00e3o comportamental. Finalmente, a utiliza\u00e7\u00e3o de um &#8220;di\u00e1rio de exerc\u00edcio&#8221; e de um &#8220;contrato de tratamento&#8221; pode revelar-se uma estrat\u00e9gia ben\u00e9fica para melhorar a ader\u00eancia do paciente.<\/p>\n<h4><strong>Envolvimento<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">Em resumo, \u00e9 indispens\u00e1vel compreender as diferen\u00e7as subtis entre a OA da anca e do joelho, a fim de prescrever planos de reabilita\u00e7\u00e3o eficientes. A educa\u00e7\u00e3o ao paciente, juntamente com uma comunica\u00e7\u00e3o honesta, relativamente aos efeitos do exerc\u00edcio, s\u00e3o a chave para gerir a OA da anca. A manuten\u00e7\u00e3o de uma dose de treino adequada e a gest\u00e3o das crises de dor podem ajudar o paciente a atingir os seus objetivos com seguran\u00e7a. Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, os exerc\u00edcios s\u00f3 s\u00e3o bons se o paciente os estiver a fazer. As estrat\u00e9gias para melhorar a qualidade de vida e a fun\u00e7\u00e3o, na OA da anca, devem incluir a identifica\u00e7\u00e3o das barreiras ao tratamento, e a remo\u00e7\u00e3o das mesmas para promover ader\u00eancia ao exerc\u00edcio.<\/p>\n<p class=\"text\">Se estiver interessado em saber mais sobre como implementar a investiga\u00e7\u00e3o da OA na pr\u00e1tica cl\u00ednica, ent\u00e3o consulte a <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/\">Revis\u00f5es de Pesquisa da Physio Network<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 altura de trazer a osteoartrose da anca para a ribalta. \u00c9 um facto que a maior parte da literatura cient\u00edfica, at\u00e9 \u00e0 data, tem&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":43296,"featured_media":74356,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[959],"tags":[],"class_list":["post-74349","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-hip-groin"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/43296"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74349"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74349\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74987,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74349\/revisions\/74987"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}