{"id":76211,"date":"2024-05-07T14:44:49","date_gmt":"2024-05-07T14:44:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/blog\/"},"modified":"2024-05-09T23:01:50","modified_gmt":"2024-05-09T23:01:50","slug":"testes-clinicos-para-a-tendinopatia-do-tibial-posterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/blog\/testes-clinicos-para-a-tendinopatia-do-tibial-posterior\/","title":{"rendered":"Testes Cl\u00ednicos para a Tendinopatia do Tibial Posterior"},"content":{"rendered":"<p class=\"text\">Um estudo recente teve como objetivo explorar a rela\u00e7\u00e3o entre os achados de imagem por ultrassom e testes cl\u00ednicos para tendinopatia do tibial posterior.<\/p>\n<p class=\"text\">Revimos este estudo na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o das nossas Revis\u00f5es de Pesquisa \u2013 onde especialistas da \u00e1rea analisam os estudos mais recentes e clinicamente relevantes, para aplica\u00e7\u00e3o imediata na cl\u00ednica.<\/p>\n<p class=\"text\">O que vai ler abaixo \u00e9 uma parte da revis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text\">Ficou interessado nessas Revis\u00f5es de Pesquisa? \u2013 Saiba mais <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/\">AQUI<\/a><\/p>\n<p class=\"text\">Voltando ao estudo!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"text\"><strong>T\u00cdTULO DO ESTUDO:<\/strong> Clinical tests of tibialis posterior tendinopathy: are they reliable, and how well are they reflected in structural changes on imaging? \u2013 Ross et al (2021)<\/p>\n<p class=\"text\">Estudo revisto pela Dr\u00aa Melinda Smith na Revis\u00f5es de Pesquisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Pontos chave do estudo<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>Os testes cl\u00ednicos para tendinopatia do tibial posterior demonstraram uma fiabilidade moderada a substancial e associa\u00e7\u00f5es pequenas a moderadas com os achados de imagens de ultrassom.<\/li>\n<li>O teste de eleva\u00e7\u00e3o do calcanhar em uma perna s\u00f3, foi o mais relacionado com os achados de ultrassom.<\/li>\n<li>Os achados de imagem devem ser considerados juntamente com a apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e n\u00e3o isoladamente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Contexto e Objetivo<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">A rela\u00e7\u00e3o entre achados de imagem e sinais cl\u00ednicos tem sido um t\u00f3pico de debate h\u00e1 algum tempo. O ultrassom \u00e9 comumente usado para avaliar altera\u00e7\u00f5es nos tend\u00f5es, mas como isso se relaciona com testes cl\u00ednicos comuns n\u00e3o foi explorado para a tendinopatia do tibial posterior (TPT).<\/p>\n<p class=\"text\">Os objetivos deste estudo foram:<\/p>\n<ol>\n<li>Determinar a fiabilidade dos testes cl\u00ednicos comuns para TPT; e<\/li>\n<li>Investigar a rela\u00e7\u00e3o entre os achados de ultrassom e os testes cl\u00ednicos para TPT, em indiv\u00edduos com dor na parte medial do p\u00e9\/tornozelo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>M\u00e9todos<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">Este estudo de coorte prospectivo recrutou 52 participantes com dor na parte medial do p\u00e9\/tornozelo. Os testes de exame cl\u00ednico realizados inclu\u00edram:<\/p>\n<ul>\n<li>Sensibilidade \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o ao longo do curso do tend\u00e3o tibial posterior<\/li>\n<li>Incha\u00e7o palp\u00e1vel ou vis\u00edvel ao longo do curso do tend\u00e3o<\/li>\n<li>Dor ou fraqueza na contra\u00e7\u00e3o isom\u00e9trica da invers\u00e3o de flex\u00e3o plantar do tornozelo em posi\u00e7\u00e3o neutra<\/li>\n<li>Dor durante ou incapacidade de realizar uma eleva\u00e7\u00e3o do calcanhar em uma perna s\u00f3<\/li>\n<li>Combina\u00e7\u00e3o de palpa\u00e7\u00e3o e um dos 2 testes de carga positivos (contra\u00e7\u00e3o isom\u00e9trica ou eleva\u00e7\u00e3o do calcanhar em uma perna s\u00f3)<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"text\">A avalia\u00e7\u00e3o por ultrassom envolveu uma avalia\u00e7\u00e3o padronizada que avaliou o tend\u00e3o tibial posterior para altera\u00e7\u00f5es em escala de cinza, e medi\u00e7\u00e3o do di\u00e2metro do tend\u00e3o e \u00e1reas hipoec\u00f3icas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Resultados<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">A confiabilidade interavaliador foi mais alta para a eleva\u00e7\u00e3o do calcanhar em uma perna s\u00f3. Os outros testes cl\u00ednicos demonstraram um acordo interavaliador moderado.<\/p>\n<p class=\"text\">22 participantes (42%) apresentaram altera\u00e7\u00f5es <em>grayscale<\/em> no tend\u00e3o tibial posterior na imagem de ultrassom. Associa\u00e7\u00f5es moderadas foram identificadas entre os achados de ultrassom e dois dos testes cl\u00ednicos \u2013 a eleva\u00e7\u00e3o do calcanhar em uma perna s\u00f3; e o teste combinado de palpa\u00e7\u00e3o e carga. Veja a Tabela 1 para esses achados.<\/p>\n<p class=\"aligncentre\"><a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ross_Table-1-e1625230843442.png\" class=\"js-single-image-lightbox\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ross_Table-1-e1625230843442.png\" alt=\"image\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Limita\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">Teria sido ideal examinar a rela\u00e7\u00e3o entre os achados de imagens de ultrassom e combina\u00e7\u00f5es de testes cl\u00ednicos (como seria realizado na cl\u00ednica), mas o tamanho da amostra do estudo n\u00e3o proporcionou a oportunidade de explorar isso.<\/p>\n<h4><strong>Implica\u00e7\u00f5es Cl\u00ednicas<\/strong><\/h4>\n<p class=\"text\">A fiabilidade \u00e9 uma considera\u00e7\u00e3o importante para que um teste forne\u00e7a informa\u00e7\u00f5es \u00fateis na cl\u00ednica. Os testes cl\u00ednicos de TPT avaliados neste estudo demonstraram n\u00edveis moderados a substanciais de fiabilidade interavaliador.<\/p>\n<p class=\"text\">O teste de eleva\u00e7\u00e3o do calcanhar numa s\u00f3 perna, e a combina\u00e7\u00e3o de palpa\u00e7\u00e3o com um teste de carga, estavam moderadamente associados a altera\u00e7\u00f5es em <em>grayscale<\/em> na imagem, mas com baixa precis\u00e3o (indicada pelo amplo intervalo de confian\u00e7a da raz\u00e3o de probabilidades). Isto sugere que as altera\u00e7\u00f5es no ultrassom n\u00e3o podem ser usadas como substituto para os testes cl\u00ednicos para TPT.<\/p>\n<p class=\"text\">Este estudo junta-se \u00e0 literatura existente para sugerir que os achados de imagem devem ser considerados juntamente com a apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e n\u00e3o isoladamente. A imagem pode fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre a presen\u00e7a e extens\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es estruturais no tend\u00e3o, mas isso deve ser interpretado no contexto de caracter\u00edsticas apresentadas como a localiza\u00e7\u00e3o da dor e fatores agravantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo recente teve como objetivo explorar a rela\u00e7\u00e3o entre os achados de imagem por ultrassom e testes cl\u00ednicos para tendinopatia do tibial posterior. 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