{"id":76403,"date":"2024-06-30T16:14:20","date_gmt":"2024-06-30T16:14:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/blog\/"},"modified":"2024-06-30T16:14:20","modified_gmt":"2024-06-30T16:14:20","slug":"lesoes-relacionadas-com-a-corrida-ideias-sobre-os-principais-fatores-de-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/blog\/lesoes-relacionadas-com-a-corrida-ideias-sobre-os-principais-fatores-de-risco\/","title":{"rendered":"Les\u00f5es relacionadas com a corrida: ideias sobre os principais fatores de risco"},"content":{"rendered":"<p class=\"text\">Todos recebemos corredores que procuram uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para uma les\u00e3o que os tem incomodado h\u00e1 alguns meses \u2013 e, idealmente, sem terem de reduzir os quil\u00f3metros que percorrem! A conversa inicial normalmente passa por tentar descobrir o que mudou na carga de treino e que fatores contribu\u00edram para o desenvolvimento da dor e da les\u00e3o. Sabemos que o tratamento precisa de ser individualizado, por isso, \u00e9 fundamental compreender a(s) causa(s) da les\u00e3o e fornecer um plano bom e claro de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text\">A recente <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/other\/o-dogma-das-lesoes-em-corrida-percepcoes-de-corredores-adolescentes-e-adultos\/\">Revis\u00e3o de Pesquisa<\/a> do Dr. Travis Pollen indica que as perspetivas em rela\u00e7\u00e3o a fatores de risco e fatores de prote\u00e7\u00e3o para les\u00f5es relacionadas com a corrida (RRI- Running-Related Injury) podem variar entre os diferentes grupos et\u00e1rios, o que pode significar que precisamos adaptar a nossa avalia\u00e7\u00e3o subjetiva e a educa\u00e7\u00e3o dos pacientes. Este blog ir\u00e1 descrever algumas das conclus\u00f5es da Revis\u00e3o de Travis, bem como algumas das evid\u00eancias atuais sobre os fatores de risco para RRI.<\/p>\n<p class=\"text\"><em>Com as nossas Revis\u00f5es de Pesquisa, ter\u00e1 acesso a resumos especializados dos artigos mais recentes e clinicamente mais relevantes para que se possa manter atualizado com facilidade e se torne mais confiante e eficaz na sua pr\u00e1tica cl\u00ednica. <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/\">Saiba mais AQUI<\/a>.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Perce\u00e7\u00f5es relacionadas com a idade<\/h4>\n<p class=\"text\">O estudo recente (1) descrito na Revis\u00e3o de Travis analisou as diferen\u00e7as de perspetiva sobre fatores de risco e de prote\u00e7\u00e3o para les\u00f5es relacionadas com a corrida (RRI) entre adolescentes e adultos. O estudo encontrou diferen\u00e7as m\u00e9dias a grandes nas perspetivas de cada grupo para mais de metade dos fatores apresentados. Algumas diferen\u00e7as importantes inclu\u00edram:<\/p>\n<ul>\n<li>Os adolescentes eram mais propensos do que os adultos a considerar o treino de resist\u00eancia com peso pesado e pouca repeti\u00e7\u00e3o, como um fator de risco para les\u00f5es relacionadas com a corrida (RRI).<\/li>\n<li>Os adolescentes eram mais propensos do que os adultos a considerar o alongamento est\u00e1tico dos membros inferiores como um fator de prote\u00e7\u00e3o para les\u00f5es relacionadas com a corrida.<\/li>\n<li>Os adultos eram mais propensos do que os adolescentes a considerar passadas longas como um fator de risco para les\u00f5es relacionadas com a corrida.<\/li>\n<li>Os adultos eram mais propensos do que os adolescentes a considerar a baixa cad\u00eancia (frequ\u00eancia de passos dados) como um fator de risco para les\u00f5es relacionadas com a corrida.<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"text\">Compreender os fatores que levam ao desenvolvimento de dor e les\u00f5es \u00e9 crucial no planeamento do tratamento; n\u00f3s, enquanto profissionais, devemos ter em mente essas diferen\u00e7as relacionadas com a idade para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o subjetiva mais espec\u00edfica para cada paciente. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m influenciar\u00e1 como orientamos os nossos pacientes para que possam voltar a correr e se mantenham na atividade ao longo da vida. Por exemplo, ao tentar implementar o treino de for\u00e7a no programa de um paciente, a orienta\u00e7\u00e3o de adolescentes pode envolver mais informa\u00e7\u00f5es sobre os benef\u00edcios do treino de for\u00e7a para a corrida, t\u00e9cnica adequada e dissipar preocupa\u00e7\u00f5es sobre o risco de les\u00e3o, enquanto as discuss\u00f5es com os adultos podem ser mais focadas em como enquadrar o treino de for\u00e7a nos seus estilos de vida. Leia a <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/other\/o-dogma-das-lesoes-em-corrida-percepcoes-de-corredores-adolescentes-e-adultos\/\">Revis\u00e3o<\/a> completa de Travis para uma compreens\u00e3o mais aprofundada acerca das diferen\u00e7as de perspetiva relacionadas com a idade que podem ajudar a direcionar a sua abordagem.<\/p>\n<p class=\"aligncentre\"><a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/iStock-963397246-scaled-e1706877247567.jpg\" class=\"js-single-image-lightbox\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/iStock-963397246-scaled-e1706877247567.jpg\" alt=\"image\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Fatores de Risco para RRI (Les\u00f5es relacionadas com a corrida)<\/h4>\n<p class=\"text\">Estes podem ser ligeiramente diferentes para diferentes popula\u00e7\u00f5es, e ainda h\u00e1 muita investiga\u00e7\u00e3o a ser feita nesta \u00e1rea. Abaixo resumimos as evid\u00eancias atuais para o ajudar a ficar a par do assunto.<\/p>\n<p class=\"text\">Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica anterior encontrou evid\u00eancias fortes a moderadas de que ter um hist\u00f3rico de les\u00f5es anteriores, assim como o uso de \u00f3rteses\/palmilhas, s\u00e3o fatores associados a um aumento do risco de RRI &#8211; Les\u00f5es Relacionadas com a Corrida (2). O estudo descobriu que os fatores que apresentavam um maior risco para mulheres do que para os homens inclu\u00edam idade, atividade desportiva anterior, correr em cimento, participar numa maratona, dist\u00e2ncia semanal de corrida (48-63 km) e ter usado os t\u00e9nis de corrida por quatro a seis meses. Os fatores de risco mais relevantes para homens inclu\u00edam um hist\u00f3rico de les\u00f5es anteriores, experi\u00eancia de corrida inferior a dois anos, reiniciar a corrida, dist\u00e2ncia semanal de corrida (32-46 km), ou correr mais de 64 km por semana. No entanto, \u00e9 importante notar que muito poucos estudos analisam os fatores de risco de forma separada por g\u00e9nero, pelo que esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada.<\/p>\n<p class=\"text\">Uma revis\u00e3o mais recente descobriu que parece haver uma preval\u00eancia geral de RRI superior nas mulheres em compara\u00e7\u00e3o com os homens (3). Os fatores de risco associados inclu\u00edam ter menos de cinco anos de experi\u00eancia de corrida, ter sofrido les\u00f5es no ano anterior e correr mais de tr\u00eas vezes por semana (3).<\/p>\n<p class=\"text\">Em termos de biomec\u00e2nica, a quest\u00e3o ainda est\u00e1 em aberto. A pesquisa \u00e9 limitada por uma s\u00e9rie de fatores, incluindo o tamanho reduzido das amostras, bem como a imprecis\u00e3o das ferramentas de medi\u00e7\u00e3o biomec\u00e2nica (4,5). Por exemplo, uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica recente concluiu que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia cient\u00edfica com qualidade suficiente para sugerir uma rela\u00e7\u00e3o entre a t\u00e9cnica de impacto do p\u00e9 e a RRI.<\/p>\n<p class=\"text\">Em termos de consenso, o \u00fanico fator de risco para RRI em adolescentes, comprovadamente cient\u00edfico e sem controv\u00e9rsia, \u00e9 a exist\u00eancia de les\u00f5es anteriores (6). Curiosamente, quando se considera um consenso para todas as idades, o cal\u00e7ado n\u00e3o \u00e9 considerado um fator de risco (7), enquanto uma cad\u00eancia baixa \u00e9 considerada um fator de risco para RRI (8).<\/p>\n<p class=\"aligncentre\"><a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/iStock-1225400062-scaled-e1706878166602.jpg\" class=\"js-single-image-lightbox\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/iStock-1225400062-scaled-e1706878166602.jpg\" alt=\"image\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Recapitulando<\/h4>\n<p class=\"text\">Fazer com que os corredores voltem a correr, ou (idealmente) mant\u00ea-los a correr, pode ser um desafio. Os corredores s\u00e3o notoriamente determinados em continuar a pisar o asfalto, e geralmente s\u00f3 aparecem para uma consulta, quando fisicamente n\u00e3o conseguem continuar. Essa avalia\u00e7\u00e3o subjetiva inicial \u00e9 frequentemente uma esp\u00e9cie de interrogat\u00f3rio, em que se tenta descobrir o que mudou \u2013 uma conversa que geralmente come\u00e7a com o corredor a responder \u201cnada\u201d, o que requer que entre em detalhes para descobrir exatamente o que tem acontecido no programa de treino e na vida do corredor, em geral. Este \u00e9 o primeiro e mais crucial passo na gest\u00e3o de um corredor, por isso, entender a pesquisa em torno dos fatores de risco de RRI, bem como as diferen\u00e7as de perspetivas entre diferentes popula\u00e7\u00f5es, \u00e9 \u00fatil para basear a sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"text\">Se \u00e9 um profissional ocupado que se sente um pouco sobrecarregado ao tentar acompanhar as pesquisas, saiba que n\u00e3o est\u00e1 sozinho! A Physio Network tem tudo o que precisa com as suas Revis\u00f5es de Pesquisa \u2013 consulte os resumos de todas as investiga\u00e7\u00f5es mais recentes <a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/research-reviews\/\">AQUI<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos recebemos corredores que procuram uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para uma les\u00e3o que os tem incomodado h\u00e1 alguns meses \u2013 e, idealmente, sem terem de reduzir&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":67490,"featured_media":76415,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1884],"tags":[],"class_list":["post-76403","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-correndo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/67490"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=76403"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76418,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/76403\/revisions\/76418"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/76415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=76403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=76403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=76403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}