{"id":76411,"date":"2024-07-01T07:22:55","date_gmt":"2024-07-01T07:22:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/blog\/"},"modified":"2024-07-01T07:22:55","modified_gmt":"2024-07-01T07:22:55","slug":"a-conversa-sobre-tendinopatia-principais-insights-de-um-podcast-com-a-dra-ebonie-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.physio-network.com\/pt\/blog\/a-conversa-sobre-tendinopatia-principais-insights-de-um-podcast-com-a-dra-ebonie-rio\/","title":{"rendered":"\u00c0 conversa sobre Tendinopatia \u2013 Principais Insights de um Podcast com a Dra. Ebonie Rio"},"content":{"rendered":"<p class=\"text\">Entrar no mundo da tendinopatia, em particular a do Aquiles, pode ser cheio de incertezas. Por isso, pedimos \u00e0 Dra. Ebonie Rio, especialista, de renome mundial, em tend\u00f5es, para se sentar connosco e desvendar os meandros da tendinopatia do Aquiles. Desde a identifica\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico at\u00e9 ao tratamento personalizado, a Dra. Rio fornece um roteiro para cl\u00ednicos e pacientes que navegam neste terreno complicado. Ebonie aborda estes t\u00f3picos, e muito mais, no Epis\u00f3dio 1 do nosso podcast Physio Explained &#8211; onde pode aprender com os melhores em 20 minutos ou menos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Compreender a carga do tend\u00e3o e o diagn\u00f3stico diferencial<\/h4>\n<p class=\"text\">Quando se inicia o tratamento da tendinopatia do Aquiles, \u00e9 fundamental come\u00e7ar por compreender verdadeiramente o paciente. Como salienta a Dra. Rio, saber ouvir \u00e9 uma compet\u00eancia que traz benef\u00edcios no diagn\u00f3stico. A Dra. Rio salienta que a tendinopatia apresenta-se com dor localizada, em resposta a cargas elevadas no tend\u00e3o, distinguindo-a da dor que pode surgir por outras raz\u00f5es, como por exemplo em atividades de baixa carga. Mais importante ainda, o diagn\u00f3stico incorreto da tendinopatia pode conduzir a resultados insatisfat\u00f3rios na reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text\">Ao reconhecer o tipo espec\u00edfico de problema no tend\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel adaptar o plano de tratamento com maior precis\u00e3o. O tend\u00e3o de Aquiles, por exemplo, \u00e9 utilizado como uma mola ao longo de toda a nossa vida, necessitando de abordagens de tratamento diferentes, em compara\u00e7\u00e3o com outros tend\u00f5es que s\u00f3 podem ser utilizados durante atividades espec\u00edficas, como saltar.<\/p>\n<p class=\"aligncentre\"><a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/iStock-1383535492-scaled-e1711352424204.jpg\" class=\"js-single-image-lightbox\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/iStock-1383535492-scaled-e1711352424204.jpg\" alt=\"image\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Atividades de carga elevada no tend\u00e3o e o seu impacto<\/h4>\n<p class=\"text\">A Dr.\u00aa Rio destaca as caracter\u00edsticas \u00fanicas da carga sobre o tend\u00e3o. Uma carga elevada no tend\u00e3o \u00e9 parte integrante de atividades r\u00e1pidas &#8211; pense na descolagem explosiva de um velocista ou no salto de um bailarino. O tend\u00e3o de Aquiles \u00e9 fundamental para estes movimentos, funcionando como uma mola din\u00e2mica. A Dr.\u00aa Rio tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia de reconhecer as cargas de compress\u00e3o nos tend\u00f5es, que, quando geridas adequadamente, podem aliviar significativamente a dor e ajudar na reabilita\u00e7\u00e3o. A compress\u00e3o pode ocorrer n\u00e3o s\u00f3 devido ao cal\u00e7ado utilizado, mas tamb\u00e9m devido \u00e0 compress\u00e3o posicional causada durante o movimento e o exerc\u00edcio. Pense na compress\u00e3o da inser\u00e7\u00e3o do Aquiles contra o calc\u00e2neo na parte inferior de uma eleva\u00e7\u00e3o do g\u00e9meos (ou seja, em dorsiflex\u00e3o).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Abordagens de tratamento: Isom\u00e9tricos, exc\u00eantricos e Resist\u00eancia Pesada e Lenta (HSR)<\/h4>\n<p class=\"text\">No dom\u00ednio do tratamento da tendinopatia, Ebonie desaconselha a ades\u00e3o r\u00edgida a um \u00fanico protocolo de exerc\u00edcios. Em vez disso, defende a utiliza\u00e7\u00e3o de um conjunto diversificado de op\u00e7\u00f5es de exerc\u00edcio. Por exemplo, um corredor de ultra-maratona com um d\u00e9fice de eleva\u00e7\u00e3o dos g\u00e9meos pode beneficiar mais com o trabalho direto de resist\u00eancia de for\u00e7a do que com os exerc\u00edcios isom\u00e9tricos. Os exerc\u00edcios isom\u00e9tricos, por outro lado, podem ser um excelente ponto de partida para quem tem medo de voltar a lesionar-se, ajudando a ganhar confian\u00e7a na seguran\u00e7a da carga. Um tratamento altamente personalizado para cada paciente individual \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>O papel da dor na tendinopatia<\/h4>\n<p class=\"text\">Uma compreens\u00e3o diferenciada da dor \u00e9 crucial no tratamento da tendinopatia. A Dr.\u00aa Rio salienta que a dor no tend\u00e3o geralmente aquece &#8211; come\u00e7a por ser r\u00edgida e irritante, mas depois melhora com a atividade, uma carater\u00edstica que ajuda a diferenci\u00e1-la de outros problemas como a peritendinite. A dor da peritendinite, por exemplo, pode aumentar com a atividade cont\u00ednua, levando a sintomas que pioram quanto mais a atividade \u00e9 mantida. Esta distin\u00e7\u00e3o informa n\u00e3o s\u00f3 o diagn\u00f3stico, mas tamb\u00e9m a educa\u00e7\u00e3o do doente sobre o que esperar durante e ap\u00f3s o exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Evolu\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias de gest\u00e3o<\/h4>\n<p class=\"text\">A Dr.\u00aa Rio salienta a import\u00e2ncia de reconhecer o papel do c\u00e9rebro na produ\u00e7\u00e3o da dor e a necessidade de incorporar esse entendimento nas estrat\u00e9gias de reabilita\u00e7\u00e3o. Reconhecendo que a dor \u00e9 produzida pelo c\u00e9rebro para proteger o corpo, a reabilita\u00e7\u00e3o precisa abordar, n\u00e3o s\u00f3 os aspetos f\u00edsicos da tendinopatia, mas tamb\u00e9m o envolvimento do sistema nervoso central na doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Equ\u00edvocos e terminologia comuns<\/h4>\n<p class=\"text\">A linguagem que utilizamos pode moldar a compreens\u00e3o e as expetativas do doente relativamente \u00e0 sua doen\u00e7a e ao tratamento. A Dra. Rio salienta a necessidade dos cl\u00ednicos utilizarem uma terminologia adequada que reflita os conhecimentos atuais. Afastar-se de termos desatualizados, como &#8220;tendinite&#8221;, evita implicar um processo inflamat\u00f3rio que poderia orientar erradamente o tratamento para repouso e anti-inflamat\u00f3rios em vez de exerc\u00edcios ben\u00e9ficos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Conselhos para os rec\u00e9m-formados e problemas de diagn\u00f3stico incorreto<\/h4>\n<p class=\"text\">Os diagn\u00f3sticos incorretos podem levar os pacientes a um labirinto de tratamentos ineficazes e dispendiosos. O conselho da Dra. Rio, tanto para os rec\u00e9m-formados, como para os profissionais experientes, \u00e9 que sejam meticulosos no seu processo de diagn\u00f3stico. Ela enfatiza o ponto cr\u00edtico de que a tendinopatia n\u00e3o deve mover-se ou espalhar-se, o que \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o vital quando se avalia o comportamento da dor e se planeia o tratamento. Um diagn\u00f3stico incorreto pode levar \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de gest\u00e3o inadequadas, prolongando o percurso de reabilita\u00e7\u00e3o do doente.<\/p>\n<p class=\"aligncentre\"><a href=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/iStock-187031779-scaled-e1711353571534.jpg\" class=\"js-single-image-lightbox\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.physio-network.com\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/iStock-187031779-scaled-e1711353571534.jpg\" alt=\"image\"><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4>Concluindo<\/h4>\n<p class=\"text\">A dor no tend\u00e3o de Aquiles \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o comum que afeta desde os atletas de fim de semana at\u00e9 atletas de elite, por isso \u00e9 crucial manter-se informado e atualizado com as melhores pr\u00e1ticas. Os pontos principais deste podcast s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>O tend\u00e3o age como uma mola e cargas elevadas no tend\u00e3o aumentam os sintomas nos casos de tendinopatia.<\/li>\n<li>O treino de resist\u00eancia pesada n\u00e3o se qualifica como carga elevada para um tend\u00e3o de Aquiles.<\/li>\n<li>As tendinopatias insercionais e de por\u00e7\u00e3o m\u00e9dia podem apresentar-se de maneira diferente e requerem reabilita\u00e7\u00e3o diferenciada.<\/li>\n<li>Existem diferen\u00e7as dicot\u00f3micas entre a verdadeira tendinopatia e a peritendinite, sendo crucial identific\u00e1-las. Padr\u00f5es de dor e fatores agravantes s\u00e3o fundamentais para o diagn\u00f3stico.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrar no mundo da tendinopatia, em particular a do Aquiles, pode ser cheio de incertezas. Por isso, pedimos \u00e0 Dra. 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