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- Edição 41
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Será que usar gesso durante 2 semanas seguido de 4 semanas com ortótese funcional é superior à imobilização com gesso durante 6 semanas após cirurgia de fratura do tornozelo? Seguimento de 2 anos de um ensaio clínico randomizado
PONTOS CHAVE
- Este estudo fornece evidência adicional de que a mobilização precoce após fixação interna aberta de fraturas do tornozelo parece ser segura e viável. O início da carga progressiva às duas semanas pós-cirurgia produziu resultados comparáveis à imobilização padrão de seis semanas, sem aumento de complicações.
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
As fraturas do tornozelo são a terceira fratura mais comum a exigir hospitalização (1), muitas das quais necessitam de fixação cirúrgica. O tratamento pós-cirúrgico inclui tradicionalmente seis semanas de imobilização e não carga, seguidas de carga progressiva. No entanto, meta-análises anteriores não conseguiram determinar a duração ótima da não carga após redução aberta e fixação interna (RAFI) das fraturas do tornozelo (2). Anteriormente fizemos a revisão de um estudo de 2024 de Bretherton e colaboradores, que concluiu que iniciar a carga às duas semanas após RAFI produziu resultados comparáveis à imobilização padrão de seis semanas (3).
O presente estudo é um ensaio clínico randomizado recente de Lehtonen et al., do Tampere University Hospital (Finlândia), que investigou se a carga precoce (duas semanas após RAFI) proporciona resultados superiores à abordagem convencional de gesso durante seis semanas. O estudo monitorizou também as complicações, com avaliações de seguimento até dois anos após a cirurgia.
Duas semanas poderão representar o período mínimo seguro de imobilização após redução aberta e fixação interna, antes de iniciar a ortótese funcional, permitindo simultaneamente melhorar o conforto do paciente e reduzir custos.
MÉTODOS
- Este ensaio clínico randomizado incluiu pacientes que foram submetidos a RAFI (redução aberta e fixação interna) de fraturas uni-, bi- ou trimaleolares do tornozelo.