Taxa e tempo de regresso ao desporto em atletas de elite após lesões da sindesmose do tornozelo: uma revisão sistemática e meta-análise

Revisão realizada por Dr Chris Bleakley info

PONTOS CHAVE

  1. O regresso ao desporto (RAD) após uma lesão da sindesmose é altamente provável. Em 14 estudos que envolveram 901 atletas de elite, a taxa combinada de RAD foi de 96%.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

As lesões da sindesmose do tornozelo (entorses altas do tornozelo) representam até 30% de todas as entorses do tornozelo e acarretam uma elevada carga clínica, particularmente no desporto de elite (1). São especialmente prevalentes em desportos de contacto, como o raguebi, o futebol e o futebol americano. Investigação cinemática recente sugere um mecanismo de lesão consistente, caraterizado por contacto direto ou indireto no tornozelo, produzindo uma rotação externa excessiva e/ou dorsiflexão do pé (2). A gestão depende, em grande medida, da gravidade da lesão.

As lesões estáveis são geralmente tratadas de forma não cirúrgica, com imobilização/ortótese e reabilitação estruturada, enquanto as lesões instáveis com diástase requerem tipicamente fixação operatória. Nos últimos anos, a fixação dinâmica com botão de sutura tem ganho popularidade como alternativa à fixação rígida com parafusos sindesmóticos, apoiada por evidência que sugere resultados clínicos favoráveis e uma recuperação potencialmente mais rápida (3,4). Apesar desta evolução no panorama da gestão clínica, as taxas e os prazos de regresso ao desporto (RAD) relatados permanecem variáveis entre os estudos, criando incerteza para clínicos, atletas e equipas técnicas no desporto de elite.

Esta revisão sistemática e meta-análise, de Li e colaboradores, teve como objetivo sintetizar a evidência atual sobre os resultados do regresso ao desporto (RAD) após lesões da sindesmose do tornozelo em atletas de elite, focando-se nas taxas de RAD e no tempo para o regresso.

As lesões da sindesmose do tornozelo (entorses altas do tornozelo) representam até 30% de todas as entorses do tornozelo e acarretam uma elevada carga clínica, particularmente no desporto de elite.
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Os clínicos devem notar que a trajetória média de recuperação para o regresso à competição é de aproximadamente oito semanas, tipicamente mais longa do que nas entorses laterais do tornozelo.

MÉTODOS

Esta revisão foi registada prospetivamente e realizada de acordo com as diretrizes PRISMA. Foram pesquisadas cinco bases de dados eletrónicas desde a sua criação até setembro de 2025, sem restrições linguísticas. Os desenhos de estudo elegíveis incluíram ensaios aleatorizados, estudos

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