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- Edição 42
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Estabilidade na aterragem durante o salto unipodal em futebolistas com dor no quadril e/ou virilha
PONTOS CHAVE
- Os participantes com dor no quadril/virilha apresentaram uma margem de estabilidade mediolateral significativamente melhor do que os controlos durante a fase de travagem, mas não durante a propulsão, o que pode representar uma abordagem mais cautelosa à aterragem.
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
A dor no quadril e na virilha é prevalente em futebolistas, com um estudo a relatar que até 49% dos participantes sentem dor no quadril/virilha durante uma única época (1). A longo prazo, atletas com dor no quadril/virilha podem apresentar um risco aumentado de desenvolver osteoartrite do quadril. A curto prazo, estes atletas podem evidenciar padrões de movimento alterados, especialmente durante atividades mais exigentes, como a aterragem, mudanças rápidas de direção lateral e saltos laterais sobre barreiras.
O objetivo deste estudo foi caracterizar a estabilidade dinâmica durante a fase de aterragem do salto em queda unipodal (SLDJ - single leg drop jump) em futebolistas com e sem dor no quadril/virilha. Os autores selecionaram a margem de estabilidade (MOS - margin of stability) e o momento angular do corpo inteiro (WBAM- whole-body angular momentum) para avaliar a estabilidade dinâmica.
Do ponto de vista clínico, este estudo reforça a importância de programas de treino de controlo motor específicos da tarefa, que respeitem os padrões compensatórios individuais, enquanto promovem progressivamente estratégias de movimento mais eficientes.
MÉTODOS
- Este estudo incluiu 117 participantes com dor no quadril/virilha (grupo sintomático) e 24 controlos assintomáticos, com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos. Os participantes do grupo sintomático apresentavam um teste FADIR positivo e dor relacionada com a