Cicatrização espontânea de lesões meniscais associadas a lesões do LCA e o seu impacto no momento cirúrgico do LCA

Revisão realizada por Dr Teddy Willsey info

PONTOS CHAVE

  1. As roturas meniscais ocorrem concomitantemente em até 40% das lesões do LCA.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

Estima-se que ocorram cerca de 400.000 reconstruções do LCA (ACLR) em todo o mundo por ano, um número que continua a aumentar (1). As roturas meniscais estão associadas às lesões do LCA em até 40,5% dos casos (2). A preservação do tecido meniscal constitui um objetivo fundamental no tratamento, tendo em vista a saúde do joelho a longo prazo (3). O estado do menisco após a reconstrução do LCA é um importante preditor de alterações degenerativas pós-ACLR e do risco de desenvolvimento de osteoartrose. Embora as técnicas de reparação meniscal tenham evoluído, os resultados continuam a ser insatisfatórios: até 10% dos casos necessitam de revisão nos primeiros dois anos e até 20% falham ao fim de cinco anos (4, 5).

Evidência emergente tem vindo a demonstrar que o menisco possui potencial para cicatrização espontânea, sugerindo um possível benefício em adiar a cirurgia e permitir esse processo natural. A capacidade de cicatrização varia substancialmente consoante a localização e o tipo de lesão. As lesões do menisco lateral (LM) e as lesões de padrão longitudinal parecem apresentar maior potencial de cicatrização, devido a uma melhor vascularização e a características biomecânicas mais favoráveis.

Neste artigo, os autores procuraram caracterizar os padrões de cicatrização do menisco em lesões do LCA, correlacionar as características das lesões e fornecer um enquadramento para a tomada de decisão relativamente ao momento cirúrgico da reconstrução do LCA (ACLR).

O estado do menisco após a reconstrução do LCA é um importante preditor de alterações degenerativas pós-ACLR e do risco de desenvolvimento de osteoartrose.
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Os doentes com um joelho estável, uma lesão meniscal inserida numa categoria com maior potencial de cicatrização e que não têm urgência no regresso à prática desportiva têm mais razões para adiar a reconstrução do LCA até três meses.

MÉTODOS / O QUE FOI FEITO

  • Foram incluídos neste estudo 2723 doentes (1979 homens e 744 mulheres; idade média de 29 anos) ao longo de um período de três anos, entre 2020 e 2023.
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