Uma revisão crítica do papel da terapia manual no tratamento de indivíduos com dor lombar

Revisão realizada por Dr Jarod Hall info

PONTOS CHAVE

  1. Apesar de se referirem à mesma literatura científica, em geral, as recomendações das diretrizes de prática clínica (CPG- clinical practice guideline) mostram uma concordância consistente para várias intervenções em pacientes com dor lombar, persistindo, contudo, inconsistências, especialmente para a terapia manual.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

A dor lombar (LBP) é uma das patologias musculoesqueléticas mais comuns e uma das principais causas de incapacidade (1). Apesar do aumento dos custos de saúde associados ao aumento das cirurgias de fusão espinhal, injeções nas articulações facetárias, prescrições de opióides e estudos de imagem diagnóstica cada vez mais avançados, o impacto da LBP permanece significativo (2-5). Considerando os danos causados pela epidemia de opióides e a eficácia limitada de outras opções farmacológicas, as diretrizes de prática clínica (CPG) atuais indicam que os medicamentos devem ser usados como uma intervenção secundária, enquanto o foco deve ser direcionado para abordagens não farmacológicas.

Embora a abordagem não farmacológica de primeira linha para pacientes com dor lombar tenha sido descrita como exercício, educação e aconselhamento para autocuidado, a terapia manual (MT) também pode ser valiosa para esses pacientes. Embora não haja uma definição universal de MT na pesquisa ou na prática clínica, geralmente é definida como uma intervenção passiva ou mecânica, aplicada manualmente aos pacientes na forma de manipulação, mobilização ou massagem. Mesmo que as diretrizes de prática clínica (CPGs) analisem amplamente os mesmos dados e apresentem várias recomendações consistentes para pacientes com dor lombar, persistem inconsistências, particularmente no que diz respeito à MT.

Esta revisão narrativa teve como objetivo resumir criticamente as evidências disponíveis que fundamentam as recomendações divergentes das diretrizes para dor lombar em relação à terapia manual (MT).

Apesar do aumento dos custos de saúde associados ao aumento das cirurgias de fusão espinhal, injeções nas articulações facetárias, prescrições de opióides e estudos de imagem diagnóstica cada vez mais avançados, o impacto da LBP permanece significativo.
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Os profissionais que administram a Terapia Manual devem-se envolver em discussões precisas baseadas em evidências sobre os mecanismos de ação.

EVIDÊNCIAS DA TERAPIA MANUAL NO TRATAMENTO DA DOR LOMBAR

Dor Lombar Aguda (LBP): O relatório de evidências do Reino Unido sobre MT para condições musculoesqueléticas e não musculoesqueléticas analisou 178 estudos relevantes e encontrou resultados inconclusivos sobre a eficácia da MT para LBP comparada a outros tratamentos, placebo ou

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