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- Edição 45
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Como é que os doentes acreditam que a terapia manual funciona? Um estudo qualitativo exploratório
PONTOS CHAVE
- Apesar da utilização generalizada da terapia manual na reabilitação, os doentes têm frequentemente uma compreensão limitada dos seus mecanismos e descrevem, em vez disso, os resultados que esta produz.
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
A terapia manual é uma intervenção frequentemente utilizada na reabilitação musculoesquelética e inclui técnicas como a mobilização articular, a manipulação, a mobilização de tecidos moles, a massagem e a amplitude de movimento passiva (1,2). Estas intervenções são frequentemente incorporadas como parte de uma abordagem de tratamento multimodal para reduzir a dor e melhorar a qualidade do movimento. A evidência atual sugere que a terapia manual exerce os seus efeitos através de uma interação complexa de mecanismos biomecânicos, neurofisiológicos e contextuais (3-5).
Apesar da crescente compreensão científica destes mecanismos, pouca investigação tem examinado a forma como os próprios doentes compreendem a terapia manual e o que acreditam estar a acontecer no seu corpo durante o tratamento. A literatura existente tem-se focado principalmente na satisfação do doente, nas preferências de tratamento e nas expetativas, e não na sua compreensão conceptual de como a terapia manual funciona.
Compreender as crenças dos doentes é clinicamente relevante, pois estas podem influenciar as expetativas de tratamento, a adesão e os resultados clínicos. Se os doentes interpretarem a terapia manual através de um modelo biomédico desatualizado — como a crença de que as estruturas estão a ser “realinhadas” — isto pode moldar a sua perceção da recuperação e do papel do clínico (6).
O objetivo deste estudo foi explorar a compreensão dos doentes sobre como a terapia manual funciona em indivíduos que recebem fisioterapia em ambulatório por condições musculoesqueléticas.
Os aspetos psicológicos e relacionais da terapia manual parecem desempenhar um papel significativo na experiência do doente; a interação terapêutica, o toque físico e a relação entre o doente e o prestador de cuidados podem contribuir significativamente para os resultados do tratamento.
MÉTODOS
Participantes