Como é que os doentes acreditam que a terapia manual funciona? Um estudo qualitativo exploratório

Revisão realizada por Dr Jarod Hall info

PONTOS CHAVE

  1. Apesar da utilização generalizada da terapia manual na reabilitação, os doentes têm frequentemente uma compreensão limitada dos seus mecanismos e descrevem, em vez disso, os resultados que esta produz.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

A terapia manual é uma intervenção frequentemente utilizada na reabilitação musculoesquelética e inclui técnicas como a mobilização articular, a manipulação, a mobilização de tecidos moles, a massagem e a amplitude de movimento passiva (1,2). Estas intervenções são frequentemente incorporadas como parte de uma abordagem de tratamento multimodal para reduzir a dor e melhorar a qualidade do movimento. A evidência atual sugere que a terapia manual exerce os seus efeitos através de uma interação complexa de mecanismos biomecânicos, neurofisiológicos e contextuais (3-5).

Apesar da crescente compreensão científica destes mecanismos, pouca investigação tem examinado a forma como os próprios doentes compreendem a terapia manual e o que acreditam estar a acontecer no seu corpo durante o tratamento. A literatura existente tem-se focado principalmente na satisfação do doente, nas preferências de tratamento e nas expetativas, e não na sua compreensão conceptual de como a terapia manual funciona.

Compreender as crenças dos doentes é clinicamente relevante, pois estas podem influenciar as expetativas de tratamento, a adesão e os resultados clínicos. Se os doentes interpretarem a terapia manual através de um modelo biomédico desatualizado — como a crença de que as estruturas estão a ser “realinhadas” — isto pode moldar a sua perceção da recuperação e do papel do clínico (6).

O objetivo deste estudo foi explorar a compreensão dos doentes sobre como a terapia manual funciona em indivíduos que recebem fisioterapia em ambulatório por condições musculoesqueléticas.

A evidência atual sugere que a terapia manual exerce os seus efeitos através de uma interação complexa de mecanismos biomecânicos, neurofisiológicos e contextuais.
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Os aspetos psicológicos e relacionais da terapia manual parecem desempenhar um papel significativo na experiência do doente; a interação terapêutica, o toque físico e a relação entre o doente e o prestador de cuidados podem contribuir significativamente para os resultados do tratamento.

MÉTODOS

Participantes

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