Quando é que correr passa a ser demais? Identificação de sessões de corrida de alto risco num estudo de coorte com mais de 5.200 participantes

Revisão realizada por Dr Travis Pollen info

PONTOS CHAVE

  1. Acredita-se que os aumentos abruptos na distância de corrida contribuam para lesões, mas há pouco consenso sobre a melhor forma de quantificar esses picos.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

Apesar da proliferação da tecnologia portátil para corredores monitorizarem as cargas de treino (1), a má aplicação da carga provavelmente continua a ser um dos principais fatores que contribuem para as elevadas taxas de lesão na corrida (2). O erro principal é geralmente considerado como aumentos abruptos na distância de corrida (ou seja, “fazer demasiado, demasiado cedo”). No entanto, dentro da comunidade de corredores, existe pouco consenso sobre o que constitui exatamente um aumento abrupto.

Durante décadas, os corredores têm sido aconselhados a seguir a “regra dos 10%”, evitando aumentos semanais superiores a 10% (3). Mais recentemente, a razão de carga aguda para crónica (ACWR) ganhou popularidade (4). Com base na ACWR, os corredores foram alertados para evitar aumentos superiores a 50% na semana de treino atual em comparação com a média do mês anterior.

Tanto na regra dos 10% como na ACWR, o numerador típico do cálculo é a janela de treino de uma semana atual. No entanto, estudos recentes sugerem que uma única sessão de treino de longa distância (comparada com os 30 dias anteriores) pode ser uma exposição mais relevante (5). Este estudo investigou as associações entre estas métricas de picos de distância e lesões na corrida.

Apesar da proliferação de tecnologia portátil para corredores monitorizarem as cargas de treino, a má aplicação dessas cargas provavelmente continua a ser um dos principais fatores que contribuem para as elevadas taxas de lesão na corrida.
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Para minimizar o risco, os corredores poderão priorizar pequenos aumentos na distância em relação à sua corrida mais longa nos 30 dias anteriores.

MÉTODOS

Um total de 5.205 corredores participou num estudo prospetivo de 1,5 anos. Os corredores tinham, em média, 46 ± 10 anos, 78% eram homens e eram predominantemente da América do Norte e da Europa, com uma mediana de 9,5 anos

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