Nem tudo se resume à força: repensar os pressupostos mecanicistas na reabilitação baseada no exercício para o alívio da dor musculoesquelética

Revisão realizada por Robin Kerr info

PONTOS CHAVE

  1. A investigação atual contesta o pressuposto de que os ganhos de força medeiam diretamente o alívio da dor na reabilitação musculoesquelética.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

Foi demonstrado que a terapia pelo exercício é modestamente eficaz na redução da dor em condições musculoesqueléticas, sendo, por isso, um pilar fundamental da reabilitação (1). No entanto, a evidência sobre a forma como o exercício melhora a dor é escassa, conduzindo a explicações que dependem de crenças biomecânicas obsoletas. Este artigo editorial teve como objetivo desafiar o que os autores consideram ser um pressuposto biomecânico desatualizado entre os terapeutas: o de que os ganhos de força são o principal motor da redução da dor e da melhoria clínica.

São propostos mecanismos biopsicossociais alternativos que formam um quadro multidimensional, o qual possui um apoio empírico mais robusto do que o pressuposto geral de que os ganhos de força medeiam a recuperação e o alívio da dor. Os autores defendem que compreender como uma intervenção funciona é fundamental para a ética científica, a integridade clínica e a realização de investigação responsável.

A evidência sobre a forma como o exercício melhora a dor é escassa, conduzindo a explicações que dependem de crenças biomecânicas obsoletas.
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Os fatores psicossociais, a saúde metabólica e a confiança no movimento devem ser todos considerados e abordados dentro do âmbito da prática profissional.

MÉTODOS

Os autores apresentaram 19 referências de investigação atual relevante para sustentar o seu argumento de que "um abismo entre a crença e os dados merece atenção". Extrapolam o quadro teórico e prosseguem com sugestões clínicas. Os seguintes achados de investigação

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