Rumo a um enquadramento partilhado para a educação terapêutica da dor: um consenso internacional baseado no método Delphi

Revisão realizada por Dr Sandy Hilton info

PONTOS CHAVE

  1. Não existe um único enquadramento para a educação terapêutica da dor.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

A dor continua a ser uma das principais causas globais de incapacidade, com prevalência crescente, apesar do aumento da consciencialização. A educação terapêutica do doente (TPE) foi inicialmente uma abordagem inovadora na educação para a dor e tem sido cada vez mais implementada. A Organização Mundial de Saúde publicou uma atualização das orientações sobre TPE em novembro de 2023 (1). O objetivo é capacitar os doentes com competências necessárias para gerir as suas condições e adotar estratégias eficazes de autocuidado.

Este conceito é expandido a partir do que inicialmente foi designado por educação em neurociência da dor (PNE) e que evoluiu para educação em ciência da dor (PSE). A PSE descreve a integração das dimensões biológica, psicológica, emocional, social e contextual da dor, baseando-se em modelos de envolvimento ativo, nos quais a ênfase é colocada na integração do conhecimento na mudança comportamental, não sendo um modelo de educação passivo (2).

Apesar do aumento do conhecimento e da disponibilidade, não existe ainda uma padronização ou critérios partilhados relativamente aos componentes essenciais da educação terapêutica da dor. Um estudo Delphi procura recolher e refinar a opinião de especialistas e estabelecer consenso em áreas onde existe incerteza. Assim, o objetivo deste artigo é apresentar contributos de um grupo multidisciplinar de especialistas de vários países, com o intuito de identificar os elementos essenciais para intervenções eficazes de educação terapêutica da dor em contextos de dor persistente.

A educação terapêutica do doente foi inicialmente uma abordagem inovadora na educação para a dor e tem vindo a expandir-se em termos de disponibilidade.
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Este artigo demonstra a necessidade de uma evolução contínua na nossa compreensão das melhores formas de ajudar os nossos doentes e colegas a lidar com a persistente carga da dor.

MÉTODOS / O QUE FOI FEITO

  • Este foi um estudo Delphi estruturado em três rondas, no qual 21 especialistas completaram todas as rondas.
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