Comparação entre 1 e 3 semanas de imobilização após estabilização artroscópica do ombro: resultados de um estudo prospetivo

Revisão realizada por Dr Kathryn Fahy info

PONTOS CHAVE

  1. A imobilização absoluta durante 1 semana e durante 3 semanas produz resultados equivalentes ao nível da dor, da amplitude de movimento, da recuperação funcional e da recorrência após a reparação artroscópica anterior capsulolabral, observando-se ganhos mais precoces de flexão no grupo com 1 semana de imobilização.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

A instabilidade traumática anterior do ombro é frequentemente tratada por meio da reparação artroscópica anterior capsulolabral (RAAC), sobretudo em indivíduos jovens e fisicamente ativos (1). No entanto, não existe consenso claro quanto à duração ideal do período de imobilização no pós-operatório (2). Perante a escassez de investigação de elevada qualidade ou de ensaios clínicos que possam orientar as decisões de reabilitação, observam-se variações significativas na prática clínica e nos tempos de progressão, que vão desde quatro a seis semanas de imobilização até à introdução de movimento controlado poucos dias após a cirurgia (3,4). Os clínicos mantêm-se cautelosos quanto à possibilidade de períodos de imobilização mais curtos comprometerem a integridade da reparação ou influenciarem a dor, a amplitude de movimento, a recuperação funcional ou a recorrência.

Este estudo teve como objetivo comparar os resultados clínicos de 1 semana versus 3 semanas de imobilização absoluta após RAAC, colocando como hipótese que ambas as durações produziriam resultados semelhantes ao nível da dor, da amplitude de movimento, da função e da recorrência.

A instabilidade traumática anterior do ombro é frequentemente tratada através da reparação artroscópica anterior capsulolabral, sobretudo em indivíduos jovens e fisicamente ativos.
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Este estudo sugere que cirurgiões e fisioterapeutas podem ajustar a duração da imobilização com base em fatores individuais, como as particularidades da cirurgia, a tolerância à dor, a adesão e as exigências desportivas, em vez de seguirem rigidamente protocolos prolongados.

MÉTODOS

  • Este estudo prospetivo, comparativo e de ocultação simples incluiu 50 atletas profissionais ou recreativos, com idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos, submetidos a RAAC (primeira reparação) por cirurgiões experientes (≥15 anos de prática).
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