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Regresso ao desporto e taxas de instabilidade recorrente na estabilização anterior do ombro por via aberta versus artroscópica em atletas de contacto e colisão: uma revisão sistemática
PONTOS CHAVE
- A instabilidade anterior do ombro é um problema de complexidade única no que toca à sua abordagem em atletas de modalidades de contacto e colisão.
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
A instabilidade anterior do ombro (IAO) é a principal causa de luxações e subluxações do ombro na população atlética. A IAO representa um desafio único para os atletas de modalidades de contacto e colisão, devido à elevada exigência da atividade e aos traumatismos repetitivos durante a prática desportiva (1). Embora o tratamento conservador possa ser uma abordagem eficaz a curto prazo para facilitar um rápido regresso à competição, a literatura aponta de forma consistente para a estabilização cirúrgica como a opção que oferece melhores resultados a longo prazo na IAO (2).
A estabilização artroscópica do ombro e as reparações anatómicas do labrum tornaram-se o método de eleição para a maioria dos cirurgiões ortopedistas desportivos ao longo das últimas duas décadas; contudo, continua a haver argumentos a favor de que as reparações por via aberta e as plastias capsulares possam oferecer uma estabilização global superior (3,4). Os autores deste artigo procuraram comparar as taxas de regresso à atividade desportiva e de recorrência em atletas de modalidades de contacto e colisão submetidos a estabilização por via aberta versus reparação de Bankart (RB) por via artroscópica.
O processo de tomada de decisão cirúrgica deve, por isso, basear-se em fatores individuais, dado que, claramente, não existe uma abordagem única aplicável a todos os casos no que diz respeito à cirurgia da IAO.
MÉTODOS
- Os autores realizaram uma revisão sistemática com meta-análise (RSMA) seguindo as diretrizes PRISMA.