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Testes de exame físico na fase aguda de lesões do ombro com radiografias negativas: um estudo de precisão diagnóstica
PONTOS CHAVE
- A ausência de dor na abdução resistida, a capacidade de abduzir acima de 90°, a ausência de fraqueza no teste do dedo mínimo e a ausência de fraqueza na rotação externa foram úteis para excluir roturas completas do manguito rotador.
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
A evidência que suporta os testes de exame físico do ombro tem sido considerada insuficiente em revisões e meta-análises. As roturas do manguito rotador podem não ser facilmente detetadas em pacientes com trauma agudo do ombro, uma vez que estes indivíduos são frequentemente encaminhados para alta quando a imagiologia óssea é negativa. No entanto, patologias do manguito rotador são frequentemente identificadas em consultas de seguimento (1).
Também tem sido sugerido que os testes diagnósticos sejam realizados por médicos de urgência em pacientes que não foram encaminhados para um especialista (2). Uma razão principal para tal é o facto de aproximadamente metade das lesões do ombro observadas num serviço de urgência serem lesões de tecidos moles, sendo importante diagnosticar com precisão uma patologia do manguito rotador para assegurar cuidados adequados ao paciente (3).
O objetivo do presente estudo foi avaliar a precisão na previsão ou exclusão de roturas agudas do manguito rotador na prestação de cuidados de saúde de primeira linha.
A incapacidade de abduzir o braço acima de 90° e a fraqueza na rotação externa são mais eficazes para excluir roturas completas do manguito rotador quando os resultados dos testes são negativos.
MÉTODOS
Foi realizado um estudo prospetivo de precisão diagnóstica numa clínica de atendimento primário de consulta aberta combinada com o serviço de urgência ortopédica de cuidados secundários.