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Estrutura e função do tendão de Aquiles e dos flexores plantares após tratamento não cirúrgico da rotura do tendão de Aquiles: um estudo transversal
PONTOS CHAVE
- O tratamento conservador da rotura do tendão de Aquiles tem-se mostrado uma opção viável para indivíduos de meia-idade que não têm objetivos desportivos competitivos.
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
O tratamento conservador da rotura do tendão de Aquiles (RTA) tem ganho popularidade nos últimos anos devido a resultados a longo prazo comparáveis aos da cirurgia (1). A cirurgia continua a ser a abordagem preferencial para atletas competitivos, uma vez que permite uma recuperação mais completa e rápida (2–4). As desvantagens da cirurgia incluem maior risco de complicações, período de imobilização e recuperação inicial mais prolongados, bem como custos e encargos acrescidos para o indivíduo e para o sistema de saúde.
Os autores tiveram como objetivo avaliar as adaptações estruturais e funcionais do tendão de Aquiles ao longo de 1 ano após a RTA, utilizando ecografia diagnóstica, testes isométricos e medidas de resultado reportadas pelos pacientes relativas à função, qualidade de vida e cinesiofobia.
Os clínicos devem sentir-se confiantes de que a persistência de desorganização das fibras na ultrassonografia não se correlaciona com melhorias na força, função ou nos resultados reportados pelos pacientes durante a reabilitação.
MÉTODOS
- Este estudo foi realizado através do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, onde o tratamento conservador é o padrão principal de cuidado para rotura do tendão de Aquiles nesta população: 82% homens, idade média de 48 anos.