Treino de resistência pesado e lento combinado com educação do doente em indivíduos com tendinopatia glútea: um estudo de viabilidade

Revisão realizada por Diogo Gomes info

PONTOS CHAVE

  1. Uma intervenção de treino de resistência pesada e lenta, combinada com educação do doente, é segura e viável em doentes com tendinopatia glútea, em termos de adesão, desistências, eventos adversos e tolerância à dor lateral do quadril.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

A tendinopatia glútea (TG) é uma condição persistente e incapacitante, caracterizada por dor lateral do quadril (DLQ) de moderada a intensa (1-3). A TG é uma das tendinopatias do membro inferior mais comuns na prática clínica, afetando até 24% das mulheres de meia-idade. O exercício é atualmente o tratamento de primeira linha recomendado para a TG, sendo geralmente combinado com educação do doente (1). O treino de resistência pesado e lento (TRPL), que envolve contrações musculares isotónicas de alta carga e baixa velocidade, demonstrou melhorias significativas na dor e na função física em tendinopatias do tendão de Aquiles e patelar. No entanto, na TG, um programa tradicional de TRPL baseado no número máximo de repetições (RM), com progressão linear da carga, ainda não foi estudado. Por isso, a investigação preliminar sobre a viabilidade é útil antes de iniciar um ensaio clínico de maior dimensão.

O objetivo principal deste estudo foi investigar a viabilidade de combinar TRPL com educação do doente com TG, em termos de adesão, desistências, eventos adversos e tolerância à dor lateral do quadril (DLQ). Um objetivo secundário foi avaliar alterações na DLQ, nos desfechos relatados pelos doentes, no desempenho funcional e na força muscular do quadril.

A tendinopatia glútea é uma das tendinopatias do membro inferior mais comuns na prática clínica, afetando até 24% das mulheres de meia-idade.
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O exercício de abdução do quadril, apesar de sobrecarregar mais os tendões sintomáticos, apresentou ainda assim elevada adesão, sugerindo que é bem tolerado e frequentemente preferido por pessoas com tendinopatia glútea.

MÉTODOS

Desenho do estudo: Ensaio de viabilidade intervencional, com um único grupo.

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