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- Edição 41
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Apresentação clínica e progressão da reabilitação após lesão dos isquiotibiais, avaliadas pelo BAMIC, em atletas de elite de atletismo
PONTOS CHAVE
- Embora alguns marcadores objetivos possam aumentar a suspeita clínica de lesão tendinosa, a única forma de a diagnosticar com certeza é através da utilização de ressonância magnética (RM).
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
Este estudo procurou dar continuidade ao trabalho previamente desenvolvido pela equipa médica da British Athletics, utilizando a mesma coorte de lesões dos isquiotibiais que havia sido usada para compreender a relação entre os diferentes graus de lesão dos isquiotibiais e o tempo necessário para o regresso à competição (1).
Tal foi realizado através da utilização do sistema British Athletics Muscle Injury Classification (BAMIC), que fornece uma classificação numérica relacionada com a gravidade da lesão, bem como uma categorização das estruturas envolvidas. Estas três classificações são:
a) Lesão miofascial b) Lesão da junção miotendinosa c) Lesão intratendinosa
O sistema de classificação BAMIC demonstrou ser um método fiável de classificação das lesões musculares (2).
Os objetivos deste estudo foram, em primeiro lugar, relatar os resultados da avaliação clínica após lesões dos isquiotibiais em atletas de atletismo. Posteriormente, essa informação foi utilizada para investigar associações entre os achados clínicos, o mecanismo da lesão, a sua classificação BAMIC e o tempo até ao regresso ao treino completo (TRTC).
Este estudo identificou uma associação significativa entre a ocorrência de cãibras ou rigidez nos isquiotibiais na semana anterior à lesão subsequente e um tempo mais prolongado até ao regresso à corrida.
MÉTODOS
- Este estudo incluiu todas as lesões dos isquiotibiais ocorridas ao longo de um período de quatro anos, para as quais a avaliação clínica foi realizada até três dias após a notificação da lesão.