Dinâmica dos músculos isquiotibiais durante o exercício nórdico de isquiotibiais e a corrida de alta velocidade

Revisão realizada por Adam Johnson info

PONTOS CHAVE

  1. A corrida de alta velocidade e o exercício nórdico de isquiotibiais parecem expor o bíceps femoral (cabeça longa) (BFLH) a dinâmicas diferentes.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

As lesões dos isquiotibiais representam quase um quarto de todas as lesões no futebol profissional masculino (1). Torna-se, por isso, importante compreender os fatores que podem influenciar o risco de lesão, bem como as estratégias para os mitigar.

O Exercício Nórdico de Isquiotibiais (NHE - Nordic Hamstring Exercise) é um exercício frequentemente utilizado como parte de um programa de prevenção de lesões dos isquiotibiais, devido à sua fácil execução e à ausência de necessidade de equipamento específico. Este exercício é amplamente suportado por uma extensa base de evidência científica, que sugere a sua capacidade de induzir alterações desejáveis no músculo bíceps femoral (cabeça longa), como o aumento do comprimento dos fascículos e da força excêntrica (2).

A inclusão de corrida de alta velocidade tem também sido proposta como um componente fundamental na prevenção de lesões dos isquiotibiais, uma vez que garante que o atleta é exposto às exigências que enfrentará em contexto competitivo. Esta estratégia é valorizada por alguns profissionais, que a consideram uma tarefa de treino mais específica do que o NHE (3); contudo, a sua integração pode ser problemática devido à perceção de um maior risco de lesão.

Por estas razões, este artigo procurou compreender as exigências e comparar a dinâmica muscular durante a execução do NHE com a observada durante a corrida a diferentes velocidades, na mesma amostra de participantes.

As lesões dos isquiotibiais representam quase um quarto de todas as lesões no futebol profissional masculino.
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O que esta investigação demonstra é que o NHE constitui uma componente fundamental do processo, uma vez que proporciona um impulso da unidade músculo-tendinosa significativamente superior e um maior trabalho negativo da unidade músculo-tendinosa.

MÉTODOS

  • O estudo utilizou 14 participantes (oito do sexo masculino e seis do sexo feminino) com histórico de prática desportiva e livres de lesão no momento da participação no estudo.
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