- A minha Biblioteca
- 2026 Edições
- Edição 47
- Dinâmica dos músculos isquiotibiais durante o…
Dinâmica dos músculos isquiotibiais durante o exercício nórdico de isquiotibiais e a corrida de alta velocidade
PONTOS CHAVE
- A corrida de alta velocidade e o exercício nórdico de isquiotibiais parecem expor o bíceps femoral (cabeça longa) (BFLH) a dinâmicas diferentes.
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
As lesões dos isquiotibiais representam quase um quarto de todas as lesões no futebol profissional masculino (1). Torna-se, por isso, importante compreender os fatores que podem influenciar o risco de lesão, bem como as estratégias para os mitigar.
O Exercício Nórdico de Isquiotibiais (NHE - Nordic Hamstring Exercise) é um exercício frequentemente utilizado como parte de um programa de prevenção de lesões dos isquiotibiais, devido à sua fácil execução e à ausência de necessidade de equipamento específico. Este exercício é amplamente suportado por uma extensa base de evidência científica, que sugere a sua capacidade de induzir alterações desejáveis no músculo bíceps femoral (cabeça longa), como o aumento do comprimento dos fascículos e da força excêntrica (2).
A inclusão de corrida de alta velocidade tem também sido proposta como um componente fundamental na prevenção de lesões dos isquiotibiais, uma vez que garante que o atleta é exposto às exigências que enfrentará em contexto competitivo. Esta estratégia é valorizada por alguns profissionais, que a consideram uma tarefa de treino mais específica do que o NHE (3); contudo, a sua integração pode ser problemática devido à perceção de um maior risco de lesão.
Por estas razões, este artigo procurou compreender as exigências e comparar a dinâmica muscular durante a execução do NHE com a observada durante a corrida a diferentes velocidades, na mesma amostra de participantes.
O que esta investigação demonstra é que o NHE constitui uma componente fundamental do processo, uma vez que proporciona um impulso da unidade músculo-tendinosa significativamente superior e um maior trabalho negativo da unidade músculo-tendinosa.
MÉTODOS
- O estudo utilizou 14 participantes (oito do sexo masculino e seis do sexo feminino) com histórico de prática desportiva e livres de lesão no momento da participação no estudo.