Qual o objetivo no treino excêntrico dos isquiotibiais: controlo específico do ângulo ou estímulo supramáximo?

Revisão realizada por Dr Teddy Willsey info

PONTOS CHAVE

  1. Muitos atletas estão a realizar o exercício nórdico para os músculos isquiotibiais (Nordic Hamstring Exercises – NHE, sigla em inglês) de forma rápida e podem sair beneficiados ao utilizar assistência periodica para diminuir o seu ritmo.
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

O treino excêntrico é amplamente reconhecido como uma ferramenta potente para aumentar a força muscular, hipertrofia e potência. Esse tipo de treino é considerado importante para treino e reabilitação dos músculos isquiotibiais. A implementação regular do treino excêntrico tem demonstrado induzir adaptações tanto nos tendões quanto nos músculos, o que pode ajudar a reduzir o risco de lesões (1). Apesar do crescente conhecimento sobre lesões nos músculos isquiotibiais, dados epidemiológicos mostram um contínuo aumento na incidência e recorrência entre atletas de campo (2).

Atualmente, não há um protocolo definido entre os profissionais sobre o método mais eficaz para realizar o exercício nórdico para os músculos isquiotibiais (NHE). Investigações anteriores sobre o NHE normalmente utilizam 100% do peso corporal com um tempo excêntrico de cerca de 3 segundos para 6 a 12 repetições por série (3). Os autores deste artigo procuraram examinar como as mudanças na velocidade e no ângulo do NHE afetam o momento de pico (PM), o ângulo do momento de pico (APM), o impulso (J), o tempo sob tensão (TUT) e o tempo sob tensão fracional < 45 graus de flexão do joelho.

Foi demonstrado que a implementação regular de treino excêntrico provoca adaptações tendinosas e musculares que podem ajudar a reduzir lesões.
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Desde que tenham intensidade suficiente, tempo sob tensão e amplitude de movimento, foi demonstrado que os excêntricos lentos oferecem transferência significativa para medições isocinéticas mais rápidas (150°/s) de torque excêntrico.

MÉTODOS

O desenho do estudo transversal teve como objetivo investigar se o ângulo de aceleração descendente (downward acceleration angle – DWA, sigla em inglês) poderia ser utilizado como um parâmetro de classificação para distinguir entre duas condições de execução do NHE:

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