Resultado a longo prazo de injeções locais de esteróides versus cirurgia na síndrome do túnel do carpo: extensão observacional de um ensaio clínico randomizado

Revisão realizada por Dr Ian Gatt info

PONTOS CHAVE

  1. Este é o primeiro estudo que compara a injeção de corticosteroides (CSI - corticosteroid injection, sigla em inglês) com a cirurgia para utentes com síndrome do túnel do carpo (CTS - carpal tunnel syndrome, sigla em inglês) a longo prazo (ou seja, mais de 6 anos).
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INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

  • A síndrome do túnel do carpo (CTS, sigla em inglês) é a neuropatia por aprisionamento mais comum.

  • Os sintomas mais frequentes são dor e/ou parestesia na mão e no pulso.

  • Geralmente suspeita-se da CTS quando um utente apresenta dor, formigamento/formigueiro ou parestesia, afetando os dedos na distribuição do nervo mediano (polegar, indicador, dedo médio e metade radial do dedo anelar).

  • Tratamentos não cirúrgicos geralmente são preferidos para doenças precoces ou leves.

  • Quando esses tratamentos conservadores não são bem-sucedidos, a cirurgia de descompressão geralmente proporciona alívio da dor e altos níveis de satisfação.

  • A injeção local de corticosteroides (CSI, sigla em inglês) para CTS foi observada como mais eficaz do que a cirurgia após um acompanhamento de 3 meses, com nenhuma diferença observada entre as duas formas de intervenção aos seis e 12 meses. No entanto, num acompanhamento de dois anos pelo mesmo autor e com a mesma população, a cirurgia foi observada como marginalmente superior a uma CSI.

  • O objetivo deste estudo atual foi comparar a eficácia a longo prazo do tratamento cirúrgico versus a CSI local em utentes com CTS.

A síndrome do túnel do carpo é a neuropatia por aprisionamento mais comum.
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No acompanhamento de longo prazo, aproximadamente 42% do grupo de injeção apresentou falha terapêutica em comparação com apenas cerca de 11,6% do grupo de cirurgia, mostrando que a cirurgia teve uma taxa de sucesso mais alta.

MÉTODOS

  • Este estudo randomizado acompanhou utentes com CTS por uma média de 6,3 anos (mediana = 5,9 anos e DP ±2,3), tratados com tratamento cirúrgico ou CSI, com resultados publicados anteriormente para a mesma população até 2 anos (3-5).
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